“Eu, que sempre quis entender, conhecer muito, aprender demais, entendi afinal, que tem coisa que é melhor não entender. Não quero entender a cabeça de quem acha que a marca do carro define o caráter de alguém, nem de quem acha que a cor da pele define a cor da alma. Não quero entender o porque de algumas pessoas deixarem a mente fechada pra tudo que é novo, definindo tudo que não é do seu mundinho pequeno, como desprezível. Não quero entender moralistas, medrosos, covardes. Não quero entender os motivos de um suicida. Não quero, não quero. Que dessas coisas eu seja ignorante, que nunca me toquem essas pequenezas.”

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