Não sei se quero, se não quero, e odeio dar tempo ao tempo. Me desespero, não sei deixar rolar e fico num abismo repentinamente onde nem... existe precipício. Mas dá medo. Eu juro que dá.
Escrevo até sobre o que eu não sinto, talvez tentando sentir e acabo fazendo por acreditar. Sofro junto com meus personagens, invento histórias. Meus sentimentos não são só meus. Divido meu coração em muitas partes. Dá para sentir a pulsação em outros corpos, tão imaginariamente meus, que quase acabam por ser.
Durmo na dúvida e só de acordar já estou decidida. Acredito que nada melhor do que um dia após o outro, mas o difícil é esperar passar e finalmente chegar.
Sou um tanto pessimista quando quero. Contrario, irrito. Faço pirraça. Não faço graça nem agrado. Mas sou otimista quando preciso. Afinal, necessito de paz pros meus dramas pessoais. Não que eu não adore sofrê-los, mas alguma hora é a hora de parar.
Sumo, não mando notícias e nem fico com saudades, mas quando revejo, descubro que sentia sem sentir.
Enquadro-me nas estatísticas mais comuns, não tenho medo nenhum de ser completamente típica. Mas ainda sim, também não hesito em ousar e chocar. Faz parte. Gosto de holofotes. Confesso. Mas afinal, quem não vive essa inconstância de sentimentos?
Escrevo até sobre o que eu não sinto, talvez tentando sentir e acabo fazendo por acreditar. Sofro junto com meus personagens, invento histórias. Meus sentimentos não são só meus. Divido meu coração em muitas partes. Dá para sentir a pulsação em outros corpos, tão imaginariamente meus, que quase acabam por ser.
Durmo na dúvida e só de acordar já estou decidida. Acredito que nada melhor do que um dia após o outro, mas o difícil é esperar passar e finalmente chegar.
Sou um tanto pessimista quando quero. Contrario, irrito. Faço pirraça. Não faço graça nem agrado. Mas sou otimista quando preciso. Afinal, necessito de paz pros meus dramas pessoais. Não que eu não adore sofrê-los, mas alguma hora é a hora de parar.
Sumo, não mando notícias e nem fico com saudades, mas quando revejo, descubro que sentia sem sentir.
Enquadro-me nas estatísticas mais comuns, não tenho medo nenhum de ser completamente típica. Mas ainda sim, também não hesito em ousar e chocar. Faz parte. Gosto de holofotes. Confesso. Mas afinal, quem não vive essa inconstância de sentimentos?
— Nathália Reis

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