terça-feira, 13 de março de 2012


Eu ponho um ponto final e começo a chorar. Eu, que não gosto de permanências… Eu, que não sei ficar. Eu, a instabilidade voadora, não aceito o ponto final. Me despeço com vírgulas, cuspo reticências. Me recuso a finalizar, talvez por nunca saber como começar de novo. Recomeçar nunca é uma referência… Sempre sou continuidade de mim e das minhas peças quebradas por três vezes. É essa a regra: recomeçar sem terminar. Pontos finais são minhas lágrimas. Vamos ir além deles, está bem? Se quiser me ver chorar, me dê um ponto final. Mas eu vou entender que finais são necessários. Tudo tem que ir. Os pontos dizem isso, não é? Os pontos avisam que terminou. Eu vou entender isso.Eu me despeço, chorando, mas vou. Eu vou. Tchau, estou indo. Sim, estou indo… Eu.. estou… Posso ficar mais um pouquinho?
Sobre ir, sobre ficar, sobre pontos finais.

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