segunda-feira, 16 de abril de 2012

O café não tinha a quantia certa de açúcar, o caderno tinha umas folhas dobradas e o sapato não estava engraxado. A cama estava mal arrumada, a camisa mal passada e a vida bagunçada. Tudo pela metade. Era como se ali só estivesse presente uma metade da laranja. Bagunça total. Cenário de devastação. O arroz passou do ponto, o feijão não ficou como o da televisão e o bife ficou muito mal passado. A areia da praia estava cheia de cacos de vidro, a janela estava emperrada e a empregada pediu as contas. Tudo errado. O pior de tudo, é que o amor também deu um jeito de entrar nessa bagunça. Metido, se meteu onde não foi chamado. E assim o amor acabou. Acabou antes mesmo de começar.
Arthur Macedo  

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