Nostalgia. Começou a chover agorinha e não sei quanto a vocês, mas cheiro de terra molhada me aperta o coração. É aquela velha historia de coisas bonitas que nos doem, mas que ninguem entende. Me aperta o peito um momento bom, uma lua cheia, uma gargalhada de uma piada qualquer. A possibilidade de que isso ocorra só dessa vez é imensa e portanto esmagadora. A gente vai sentir falta de muita coisa. Mas o que vai doer de saudade mesmo são as coisas simples. O beijo de boa noite da tua mãe, o aperto na bochecha que teu pai fazia em ti todos os dias antes de tu ir pra escola. Os amigos que tu criou na primeira escola. Vai doer quando tu ver que a criança ai dentro cresceu, e que os desenhos de hérois não fazem tanto sentido. Quando tu ver que uma caixa com vinte quatro lápis de cor não tem mais a graça de antigamente. Vai doer quando aquele copinho for quebrado em tua memoria.
O que vai fazer falta é os sorvetes aos domingos, as festas juninas em que tua mãe fazia pintinhas com delineador, que hoje você usa para ficar bonita, embora, no final da festa, o que resta, é uma linha preta escorrendo na face por causa de um cara inutil que não soube te valorizar.Vai doer pra caramba, acredite, quando tu quiser dizer Eu te amo pra tua mãe e ela não estiver mais ai pra ouvir. Quando teus melhores amigos decidirem seguir o caminho deles. Talvez você sorria, por eles estarem fazendo o melhor, mas confie em mim, a noite isso vai pesar e tu vai chorar baixinho, ao invez de rezar. O futebol na rua, as gargalhadas que aquele amigo mais retardado te arrancou, aquelas regras que tu, mesmo com medo quebrou. Sua mãe sendo homenageada na escolinha, a marcha de sete de setembro, a formatura do terceiro periodo. O primeiro beijo, o primeiro gole, o primeiro cigarro. A primeira detenção na escola, a primeira nota vermelha, o ” Dorme com Deus, mãe” e o ”Faça um pedido e assopre a vela”.
Ah, muita coisa vai doer, muita coisa vai parecer ser arrancado de sua alma pelo tempo, mas quanto a isso não se preocupe, muitas coisas eternizam em nós. Poxa, é complicado saber disso aos dezessete anos. Mas quando penso nisso vejo conforto, porque doer vai, mas vou ter isso sempre guardado em mim. Esse negocio de arquivar boas coisas sabe? É melhor a dor da lembraça, do que a dor de não ter vivido nada pra lembrar…
O que vai fazer falta é os sorvetes aos domingos, as festas juninas em que tua mãe fazia pintinhas com delineador, que hoje você usa para ficar bonita, embora, no final da festa, o que resta, é uma linha preta escorrendo na face por causa de um cara inutil que não soube te valorizar.Vai doer pra caramba, acredite, quando tu quiser dizer Eu te amo pra tua mãe e ela não estiver mais ai pra ouvir. Quando teus melhores amigos decidirem seguir o caminho deles. Talvez você sorria, por eles estarem fazendo o melhor, mas confie em mim, a noite isso vai pesar e tu vai chorar baixinho, ao invez de rezar. O futebol na rua, as gargalhadas que aquele amigo mais retardado te arrancou, aquelas regras que tu, mesmo com medo quebrou. Sua mãe sendo homenageada na escolinha, a marcha de sete de setembro, a formatura do terceiro periodo. O primeiro beijo, o primeiro gole, o primeiro cigarro. A primeira detenção na escola, a primeira nota vermelha, o ” Dorme com Deus, mãe” e o ”Faça um pedido e assopre a vela”.
Ah, muita coisa vai doer, muita coisa vai parecer ser arrancado de sua alma pelo tempo, mas quanto a isso não se preocupe, muitas coisas eternizam em nós. Poxa, é complicado saber disso aos dezessete anos. Mas quando penso nisso vejo conforto, porque doer vai, mas vou ter isso sempre guardado em mim. Esse negocio de arquivar boas coisas sabe? É melhor a dor da lembraça, do que a dor de não ter vivido nada pra lembrar…
— Bárbara Matoso em sinto muito por isso.
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