“Vou colocar um anuncio de “procura-se um namorado”. Dane-se. Coloquei, anunciei no jornal, fiz pessoas sairem na rua distribuindo panfletos de que eu estava solteira. Numa tarde de domingo escuto a campainha tocar, na esperança que seja algum pretendente, sai correndo em direção a porta, quando abri, vi um senhor, bem idoso, aparentava ter uns 70 anos, gasto e cheio de rugas. Perguntei o que ele veio fazer aqui, se viera por causa do meu anuncio. Ele disse que sim, começou a me julgar, me chamando de puta, vadia, prostituta […] Eu perguntei quais motivos dele ter tirado aquelas conclusões, se nem bem me conhecia, e que tinha acabado de bater na minha porta. Muito calmo ele respondeu: “menina procura, mulher deixa vir a si”. Quando ele foi embora, fiquei refletindo aquilo, e cheguei a conclusão que correr atrás de um “garoto” é um pé no saco e dois na cara. Um homem de verdade vem até você, te conquista e te manda flores, te faz juras de amores e bate a sua porta.”
| — | Duda Medeiros - imediatamente |
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