sexta-feira, 15 de junho de 2012


Não é difícil imaginar nós dois, na tarde de um dia qualquer, eu sentada no sofá da sala e você deitado com a cabeça no meu colo, eu mexendo no seu cabelo, você reclamando do comprimento do meu short e eu tirando sarro do seu time. Depois eu preparo um brigadeiro e lavamos a louça, comemos de colher enquanto assistimos a uma comédia romântica no DVD. Às dezessete horas e vinte e três minutos sua mãe chega do trabalho, e se depara contigo deitado de ladinho no sofá, e eu debruçada sobre sei peito, passando os créditos do filme e tocando uma música baixinha. Não é difícil imaginar nós dois, na tarde de um dia qualquer.
— Na tarde de um dia qualquer. - D-A

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