quarta-feira, 13 de junho de 2012


O celular a alguns centímetros da minha mão, ele vibrava e ascendia algumas vezes, e eu apenas olhava.
Bebi um gole de café, e deslizei os olhos pelo jornal.
Na décima terceira piscada que o aparelho deu eu o tomei nas mãos e li o que havia chego.
Treze mensagens perguntando onde eu estava.
O que estava fazendo e coisas do tipo.
Coloquei o celular na outra ponta da mesa e levantei o braço.
- A conta por favor!
Um rapaz magro me trouxe uma folha, eu lhe dei o dinheiro disse pra ficar com o troco.
Já estava saindo e ele gritou lá de dentro: Esqueceu o celular!
- Fica para você.
Ele sorriu.
Quisera eu puder doar meus sentimentos como se doa um aparelho de celular.
— Quisera

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