quinta-feira, 21 de junho de 2012

O que eu quero, meu bem, nem você pode me dar. Eu gostaria de ter a eternidade algemada e asfixiada nesse amor maldito (mal dito, mal visto, tão mal entendido). Mas, quem é que sabe o que existe do outro lado? Quem foi não voltou para contar. Há coisas que não entendo. Uma delas é você. Essas flores no chão, essas mãos que me lêem como poeta que lê a lua, essas palavras incompreensíveis nos lábios teus quando desbravam as rédeas de minha boca, da alma. E se não posso ter o eterno, amor, então comecemos com “até que o meu coração pare de bater…”
Comecemos.

Camila M. Paiffer, trecho de gaveta.

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