terça-feira, 12 de junho de 2012

Se você parasse de falar um pouco talvez ainda sentisse o ar entrando nos teus pulmões, ainda escutaria teu coração batendo, o canto de um pássaro triste ainda te encantaria de alguma forma, ainda lembraria que vive. Você vive, não é? Não é esse o trato? Bota algum oxigênio pra dentro, algum veneno pra fora, o sangue correndo nas veias, o sorriso de plástico fixado. Não é isso que chamam estar vivo? Que você chama?
Agora me diz, se isso é estar vivo, por que fede como a morte? Porque é mais vazio que ela?

Seus monólogos me consomem, Sofia

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