quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ah, se eu soubesse deitar a cabeça e pedir um cafuné! Se pudesse, ao menos por hora, baixar as espadas e respirar pausadamente, assim o faria. Mas olhe só, eu vivo gaguejando as coisas mais bonitas que tento dizer e me perco nas minhas explicações: ainda não tenho idade para deitar a cabeça. Não me explico porque não sei, porque me confundo, me erro, me perco… E, se quer saber, eu nunca me achei mesmo no meu mapa riscado. As palavras saem desordenadas, eu quero dizer que gosto do azul, mas acabo justificando meus motivos para não gostar tanto do vermelho. Entende isso? Eu ainda não sei lidar comigo, nem com o mundo. Crianças sabem, elas riem, tropeçam com graça e leveza, levantam com ajuda. Eu não. Até os meus tropeços são pesados. Mesmo com o corpo leve, eu quase fico no chão, então, voltam as palavra.. Eu nem ia dobrar nessa rua, mas, você sabe, era escuro por ali e lá tem o moço aquele e… Qual era o assunto mesmo? Ah, o cafuné!
Camila Costa.  

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