| — | Rua 96 |
"Venham a mim todos vocês que estão cansados de carregar suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso." Mateus 11: 28
sexta-feira, 6 de julho de 2012
“É impressionante como as coisas simples importam para quem vive de pouco. Os mais ricos, por exemplo, não sabem o valor que um ou dois reais tem na vida. Um ou dois reais se compra pão para uma família, com um ou dois reais você pode realizar o sonho de uma criança. Uma vez, em uma viagem ao nordeste, minha mãe, uns amigos e eu estávamos almoçando em um restaurante na beira do mar e vários meninos ficavam pendurados nas janelas do lugar, pedindo comida. Pedindo dinheiro. Pedindo uma família, uma casa. Minha mãe, como uma boa mulher que é, comeu quieta o almoço inteiro. E no final, quando estávamos servidos, chamou as crianças e pediu que entrassem no restaurante. Disse-lhes que havia uma surpresa. O mais velho, com uns nove anos, fez drama, mas entrou junto com os outros. E, então, pediu que viessem mais porções de batatas fritas, comprou um refrigerante para cada dois meninos e então pediu que comessem até estarem satisfeitos. As crianças sorriram, tão felizes, tão alegres, tão sinceros. Sofridos, talvez. Mas, pelo menos daquela vez, estavam felizes. Eu tinha mais ou menos seis anos na época, mas nunca, jamais, esqueci daquilo. Às vezes, não nos damos conta que aquela vaga sensação de ajudar ao próximo, seja o mendigo na rua ou um melhor amigo na qual tenha brigado, faz muita diferença, ainda mais se é concretizada. Um sorriso, um pedido de desculpas, uma moeda. Ora, não é feio demostrar seus sentimentos! Ninguém é de ferro, e todos sentem. Sentem por si mesmos, sentem pelo próximo, sentem por algo. Não é feio ser o que você é. O medo, às vezes, te oprime disso, mas nunca pode esquecer o mais importante - sua essência. Sua vida. Nunca reprima vontades de ajudar ninguém. Seja seu colega na aula, seja dando o lugar para um velhinho. Seja ajudando a si mesmo. Ninguém vive sozinho, mas às vezes nossa vida depende somente de nós mesmos para podermos seguir em frente, sermos felizes e realizados. Nós mesmos. Eu, você, nós, o mundo. A humanidade.”
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