segunda-feira, 9 de julho de 2012

"Intenso. Esse é o problema. Sou intensa demais. Comigo ou é oito ou oitenta. Posso ter o pavio mais longo da face da terra, mas tem dias que é melhor você nem pisar no meu calo, porque esse é o motivo básico para eu explodir. Sou tempestade em copo d’água. Sou equação matemática. Aquela que você deixa para resolver por último na sua prova porque ela é complicada, detalhada e chata demais. Sou dia ensolarado no inverno. Sou chuva de verão no outono. Sou eu mesmo. Sou essa metamorfose ambulante mesmo. Sou sim, sei disso. Sou a acostumada, a acomodada. Me acostumo demais com as coisas. Não sou de passar muito tempo triste pelo mesmo motivo. Com o tempo, vou me anestesiando com a amargura, ou vou ficando melhor e aceitando que as coisas não estão boas para o meu lado. Mas fazer o quê, cara? É a vida, não é mesmo? Se a maré não estiver pra peixe, que se foda, a gente nada mesmo assim. Nada contra a maré. Nem que a gente não saia do lugar. A gente tem de aprender alguma coisa nessas frustrações da vida. A gente vai aprendendo com um tempo. Até que um dia, a gente deixa de ser idiota. Deixa de ser idiota e vira feliz de verdade. Para encerrar com chave de ouro, anota o que eu vou dizer: Com toda essa intensidade, quando eu for feliz-de-verdade, eu vou ser a pessoa mais feliz do mundo."
Arthur Macedo

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