quarta-feira, 25 de julho de 2012

Teus olhos dormem silenciosos em meus travesseiros, em meus lençóis; a ti observo. Acabou-se em hábito. Torna-se a imagem mais bela, divina e pura que já vi, dentre todas as que eu encontrei na natureza; com cuidado, beijo-te as pálpebras, sem pensar. De certo, é esse um dos momentos em que ajo por impulso, os quais tu julgas tanto. Mas tudo bem, meu bem, não te preocupes, pois não te culpo pelas complicações. Do contrário, entendo cada uma de suas críticas. Algumas vezes, penso que irás acordar e logo me culpo, caso tire você do seu descanso; formulo logo mil e uma desculpas que te convençam de que não fiz por mal e que te façam perdoar minha inconsequência. Perdoe-me. Vez ou outra, tu viras o rosto para o lado e tua respiração torna-se, por um instante, um suspiro; é quanto me questiono se estou em teus sonhos, assim como tu, corriqueiramente, visitas os meus. Confesso-te também, Lírio, que passo as pontas dos dedos em teu rosto. É inevitável. De repente, tenho um insight: fiz de ti minha cama de amar.
Inútil Url, Rodapé das 02h13 (com cuidado para não te acordar). 

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