quinta-feira, 9 de agosto de 2012

"Ele é chuva para os meus dias quentes, se é que me entende. Ele é aquele alívio que vem quando amanhece nublado depois de um dia de sol. Às vezes é o quadro que falta na minha parede branca da sala, para dar uma cor, uma vida, para me fazer olhar para ele toda vez que passar pelo cômodo. Ele é a sombra que quero na rua e o sol que quero na praia. É o açúcar do meu suco de limão e o café que me dá energia pelas manhãs. Quando ele sorri para mim, me dá vontade de fotografar, para que ele seja a fotografia da minha cômoda. O som do riso dele é a música instrumental mais bonita que já ouvi, mesmo desafinada. Ele é a cor no meu desenho à grafite. É aquele solo que anima uma música calma e que arrepia a alma da gente, aquele sonho bonito que temos depois de um pesadelo. Mas, muitas vezes é o acelerador, quando penso em frear. Ás vezes é o sapato apertado, mas que não quero tirar, ou aquela canção irritante que não me canso de cantar. Ele é minha voz quando precisaria gritar, mas que ele só lê a legenda nos meus olhos e me acalma. Quando ele deita quietinho ao meu lado, é o falar da minha boca e o silêncio do meu coração. Mas, quando ele chega agitado, vira meu calar e o desespero do meu coração bobo. Ele me faz subir em uma nuvem e descer em uma montanha russa em segundos, só de me beijar. E olha que morro de medo de altura."
Meu gelo do café e calor da limonada. 

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