sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Maria queria apenas converter seus pútridos sentimentos em versos belos. Fingir que eram radiantes castelos da mais pura areia, para esconder o jorro de lamúrias que eram seus alicerces. Fazer de seus olhos pequenos e cravejados de olheiras, uma jade imaculada, as quais iriam varrer para longe a ansiedade histérica de suas retinas. Do preto pro cinza, do cinza pro branco. Tudo por um tal João qualquer, sem eira nem beira. A vida de Maria era assim, inundada de faxinas fora de hora.
Oxi Maria, chega de histeria. 

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