“Será a estação que nós quisermos. Sol, chuva, verão, inverno, brumas: nós faremos o céu e os detalhes. Enfeitaremos do nosso jeito o nosso mundo, eu e você, como eu nunca quis enfeitar mundo algum. Para provarmos que o romantismo sai do entorno e cala na boca, e se a gente se perde nas próprias razões, é porque é bom não se achar. Eu estou em ti, me achando e me perdendo um pouco, fazendo do meu céu a sua estação preferida. Quando você morde o canto da boca e me sorri, é céu limpo. Quando você silencia e diz “não é nada”, chegam nuvens cinzas me mostrando que eu preciso fazer alguma coisa. Logo eu… Nunca soube fazer nada! Então, trago a primavera para te levar as flores mais bonitas e logo nos levo a uma tarde ensolarada de inverno com uma bebida quente para aquecer os nossos corpos. E depois, o abraço que se vire! Decoro os seus jeitos e você nem percebe, pensa que sou sempre desatenta e distante, sem ter entendido ainda que estou bem perto de ti, atenta a todos os detalhes que te formam. Preciso das suas bravezas, felicidades, descontrações, preocupações. Tudo para saber que você também está por aqui comigo. Preciso adormecer e acordar com tempos iguais aos seus, temperaturas que nos arrepiem conjuntamente. Não importa a estação que faz lá fora; eu gosto de como a gente vive entre nós.
O céu bonito é tudo o que eu quero levar para ti.”
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