terça-feira, 25 de setembro de 2012

Pitágoras, cinco séculos antes desta era, ensinava aos seus alunos a ter uma inteligência humanista. Seus discípulos eram educados e treinados a perguntar em todas as casas e espaços sociais que adentravam: “Que fiz? Que erro cometi? Que deveres não cumpri?”. Como artesão da educação, Pitágoras sonhava que seus discípulos aprendessem pelo menos três excelentes funções intelectuais: capacidade de reconhecer erros, de se colocar no lugar dos outros e de pensar nas consequências de seus comportamentos.
Que universitários são equipados para fazer essas perguntas à pessoa que ama, a sua empresa ou até em relação às próximas gerações? Como perceber o invisível, as emoções ocultas, se não perguntamos: “Que sentimentos o perturba? Onde o feri e não percebi? Em que posso contribuir com você?”. A ditadura da resposta na educação clássica assassinou a arte da pergunta, asfixiou a maturidade psíquica de milhões de alunos.
O semeador de ideias, Augusto Cury  

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