| — | Sem definição alguma. Você vale a pena. |
"Venham a mim todos vocês que estão cansados de carregar suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso." Mateus 11: 28
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
“O amor geralmente acaba com tudo, ele é difícil de dizer, difícil de mostrar, difícil de pensar, o amor é difícil. Mas, o amor é exceção, é fragilidade, mas também é força. É egoísta, mas é prazer também. Em uma linguagem bem simples, o amor é uma escolha, sendo assim não é exclusivo. Para Platão, o amor não é primeiramente uma alegria, ele acreditava que o amor era: falta, sofrimento e frustração. De acordo com minhas ideias sobre o amor, Platão era um tremendo babaca, mas tinha razão. Depois vem aquelas diferenças sobre o amor, os “tipos”, na filosofia ele é dividido em três “fases”. Primeiro vem o Eros, é aquele amor que toma, quer possuir, guardar, um típico amor egoísta, daqueles que fodem com tudo, você quer - quer- e quer- e quer mais um pouco, é meio como estar embriagada, você não tem noção das consequências, ou seja, é o amor que prende. Depois, vem o amor Philos, é aí onde se enquadra aquela parte toda de compartilhar, você se alegra com a alegria do outro, e se você quer fazer sexo e o outro também, vocês estão compartilhando seus desejos, mas, isso também se enquadra em querer fazer feliz. Daí você vê o filme que ela curte, só para curtir também, e a música que ela passa o dia inteiro falando, você tem que ouvir, só pra ter certeza que mesmo não curtindo a música, ela curte, e isso te faz ouvir a música várias vezes no dia, mesmo não gostando. Estupidez? Não, isso é só a Philia do amor. Em uma visão mais simples, é a alegria em amar, você pode ter levado um tombo, quebrado os óculos, perdido o ônibus, sido roubado, passar o dia com fome, um cachorro pode te confundir com um poste e fazer o número 1 em ti, nunca se sabe, tu pode ser reprovado na faculdade, teus pais podem ter te proibido de sair nos sábados a noite, mas, tu ta feliz, e não tem razões para isso, aparentemente, mas esta. É, isso também é culpa do amor. E você tem prazer em dar, sem esperar nada em troca. Mas, o problema é que a maioria dos amores, acaba na primeira fase, no Eros, você só quer, como eu disse, é bem mais simples fazer exigências, e você acaba tomando coisas e não dividindo. É questão de querer dar, não sempre, mas, ás vezes, pelo menos tentar. Então, se você chegou na fase 2, você tem muita, determinação, e provavelmente é amor durável, não que aqueles amores de 1 mês e 2 dias não sejam amores, é o Eros, vontade de ter, e isso passa. Se Eros é a falta de compartilhar e Philia trabalha junto com isso, é mais ou menos como a alegria de compartilhar o que se tem falta. Da pra entender? Não, é por isso que pouquíssimas pessoas se atrevem a escrever sobre toda essa confusão. No máximo conseguimos escrever sobre o que estamos sentido, mas não temos ideia do que, mesmo sentindo. E isso é tão confuso quanto o amor, meu caro, é tão confuso quanto dividir, não querer dividir, fazer sexo, brigar, ter ciúmes do que não se tem, ter ciúmes do que sabemos que não vai fugir tão cedo, ter o que não temos e blá blá blá. Traduzindo, é só amor. Então, chegamos ao nível máximo do amor, o Ágape, é ele que confunde tudo, todos confundem os outros tipos de amor com o Ágape, nesse caso, é o amor liberado do eu, aquele que vem lá do fundo, das coisas que nós somos, mas, não sabemos que somos. Mais confusão, certo? É aquela coisa sem fronteiras, o típico amor que faz morrer. Você seria capaz de qualquer coisa por esse alguém que recebe, compartilha, ou apenas ignora o teu amor. Depois, voltemos aos filósofos, Comte fala que, nenhum de nós é capaz de amar assim. Esse amor meio que salvífico. A maioria das pessoas misturam tudo, e isso não é um empecilho para que sejam felizes. Em matéria de amor, é só amor, e isso não tem explicação lógica, ou filósofos idiotas que pudessem definir isso, cada um de nós temos uma definição sobre, a minha é simples. O amor é ficar, permanecer, não ir embora, e todos esses sinônimos de não deixar alguém, porque a gente precisa disso, querendo ou não, a gente precisa de alguém que fique. Alguém para entrar na nossa casa, tomar um café, dormir por uns dias, a gente se faz de abrigo esperando que alguém permaneça ali, para ocupar esses espaços que fingimos não ter. No final de tudo, acabamos perdendo, sempre acaba sofrendo, sempre acaba faltando, como Platão falava. Mas, das poucas chances que nós temos de passar dos dois estágios do amor, definitivamente isso só acontece uma vez. E por mais que isso seja tão frustrante pra mim e pra você, a gente precisa provar do errado para sabermos o que é certo. É amor. Não tem outra coisa que possamos fazer além de amar de qualquer jeito, nem que seja do jeito errado. Em todas as conclusões, o amor sempre vale a pena.”
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