quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O que é preciso é entender a solidão! 
O que é preciso é aceitar, mesmo, a onda amarga 
que leva os mortos.
O que é preciso é esperar pela estrela 
que ainda não está completa.
O que é preciso é que os olhos sejam cristal sem névoa, 
e os lábios de ouro puro.
O que é preciso é que a alma vá e venha; 
e ouça a notícia do tempo, 
e. entre os assombros da vida e da morte, 
estenda suas diáfanas asas, 
isenta por igual. 
de desejo e de desespero.
Cecília Meireles

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