quinta-feira, 22 de novembro de 2012

E nem me venha com esse papo de que o tempo cura tudo, eu não acredito. Aquela velha conversa de que um dia agente aprende e no outro agente esquece, é mentira. Todo esse blá blá blá, nada disso me convence. Porque? Porque quando você ouvir aquela certa canção, aquela que serviu de trilha sonora para aquela troca de olhares em câmera lenta, lembra? É claro que lembra. Quando você passar por aquela pracinha daquela cidadezinha, e olhar la naquele cantinho, naquele pequeno banco de madeira de aparência acolhedora, aquele banco cercado por flores, que foi o cenário do seu primeiro beijo, você querendo ou não vai reviver aquele momento. Pode ser que o jeito daquele seu amigo falar te lembre daquela voz que você adorava escutar ao pé do seu ouvido, te dizendo coisas que… ahhh! Pode ser que se recorde daquele sorriso doce que iluminava suas madrugadas mais escuras e te deixava boba, ao ver um desconhecido sorrir. Ou talvez, alguém com aquele perfume, aquele mesmo perfume que te fazia delirar, vai passar por você. E em um dia qualquer, num lugar qualquer, quando você estiver usando aquele seu moletom velho, mas que você adora, aquela pessoa vai cruzar o seu caminho novamente, e você vai perceber que o tempo cura as feridas, mas que as cicatrizes continuam lá.

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