Mortos conhecem o fim da guerra […]
– Silêncio. Há de entender o silêncio não sublime, pesado, feito de pedra e martirizes. Tormentos dos que tanto falam, não calam, não acompanha o ritmo do som, ou a sua falta - o silêncio fala. Em espasmos escolho pela fala uma conversa sobre alma em que entristece, é o que falta, já bastam conversas rasas, por vezes intelectuais, mas que não passam do casco, que tão pouco pesa. Não rasga, não estanca, não conforta só vaga, sem divagar no próprio horizonte. Vai ver é muito mais do que isso, mais do que os amores, tristezas, moças e vagabundos, ou porque não, uma vagabunda e um moço, mais do que a morte – apesar de não vê-la, velhice entorpecente, rasgada e doente, necessitando de cuidados. Não vejo o futuro. Não vejo muitos fins. Vejo Paris, um sonho, vagando pelas ruas, o ar angelical que tanto rodeia essa cidade – solidão, não há cidade mais poética para fincar o casco, cafés, bulevares, praças, ruas, avenidas, não por isso, e sim pelo ar que reina sob a insônia sem causa, sob uma imaginação distante que enfrenta a lua, a luz, a noite, a si mesma, tornando difícil pensar em meio ao caos, mas que divaga na mocidade sobre os poucos conhecimentos sobre tal cidade, mas que se deixa cativar pela boa imagem. Deixando passar despercebida a farsa dos enfeites, para não deixar-se rasgar, expondo a carência, aí o motivo dos enfeites de Paris e a leitura atordoada causada pelo domínio do dom de entristecesse pela falta de motivo, ou simplesmente pelo motivo não citado, pois basta o silêncio. Por vezes não há entendimento no silêncio, ou no motivo dos gritos – estes são poucos, pois há quem tenha medo de derrubar muros, e há também quem tenha medo de não ser compreendido, ou pior, de ser.
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– Silêncio - ninguém disse, se fez.
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