O
vento que sopra nas linhas de cada texto que escrevo, é o mesmo que desejo que
leve meu sofrimento embora. E por falar em vento, é bem isso que fala em uma
das música de Renato Russo quando diz: "Sei que faço isso pra esquecer. Eu
deixo a onda me acertar, o vento vai levando tudo embora."
É escrevendo
que encontro a minha paz, que driblo a solidão, as angústias. É no papel e na
procura das palavras certas é que me acho. Dessa forma, é como se procurássemos
algo que auxilie a compreensão da força das nossas emoções.
Por vezes sou
exagerada. Mais não ando procurando ninguém pra entender o porque dos meus
exageros. Só gosto de saber que de alguma forma compreendem a minha forma de
expressar o que sinto de dentro pra fora, meu jeito meio confuso e neurótico. E gosto
quando as pessoas se acham junto comigo nessas palavras, em todos os meus
pontos e virgulas.
E é assim que tudo funciona, sou feita da intensidade dos
sentimentos, das emoções e das palavras. Adoro mergulhar e me perder nas
palavras. Por falar em mergulhar, eu até que não acharia ruim, de me afogar nas
tais também.
Sou isso, um exagero, uma dramatização romântica, desde o ventre da minha mãe.
Por Naiara Melo

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